sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
terça-feira, 6 de novembro de 2018
Pantanal recebe título de patrimônio natural da humanidade
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da Agência Folha, em Campo Grande
Parte da região do Pantanal de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, uma área de 187 mil hectares, vai ser transformada, a partir de dezembro, em patrimônio natural da humanidade.
O título será concedido na Austrália pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciências e Cultura), uma agência da ONU (Organização das Nações Unidas).
Segundo a Unesco, a região será a 12ª do Brasil incluída na lista do patrimônio natural e cultural da humanidade, cujo título é escolhido por representantes de 148 países.
O processo de avaliação do Pantanal já foi concluído em fevereiro deste ano. A Unesco inseriu a região como patrimônio por considerar o Pantanal de valor excepcional: é a maior planície alagável do mundo, o ecossistema tem habitat natural e possui espécies de animais ameaçados de extinção.
A oficial da Unesco em Cuiabá, Aldenice Bernardes Garcia, disse que a inclusão do Pantanal como patrimônio da humanidade é um "ganho incalculável para a região".
Ela explica que a partir do título, a região escolhida pode receber apoio financeiro internacional com mais facilidade. "Teremos muito mais chances de proteger a nossa natureza".
Logo de início, a Unesco, por meio do Fundo do Patrimônio Mundial, pode bancar projetos de preservação ambiental. "Isso sem falar que vamos ganhar uma publicidade de graça, que será mostrada em 148 países. Jovens de diversas partes do mundo vão aprender na escola a importância do nosso Pantanal".
Aldenice disse ainda que o título pode acelerar um projeto que beneficia a região do Pantanal em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que está encalhado desde 1995.
Há uma promessa do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) de liberar R$ 400 milhões para os dois estados. "Com esse dinheiro vamos pôr em prática trabalhos que vão desde o gerenciamento de bacias até a exploração do ecoturismo".
A maior parte da região do Pantanal escolhida pela Unesco fica no município de Poconé, no sudoeste de Mato Grosso.
Serão incluídos na lista de patrimônio da humanidade as reservas particulares de Dorochê (26.158 hectares), Acurizal e Penha (26.300 hectares) e o Parque Nacional do Pantanal (135 mil hectares). As quatro primeiras reservas pertencem a Ecotrópica, uma ONG (Organização não-governamental) do Mato Grosso, segundo a Unesco.
O parque, região situada nos territórios de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul possui diversos proprietários particulares.
Segundo a oficial da Unesco, o título tem como principal motivo a preservação do meio ambiente. "Não perdemos a soberania. A área será mais fiscalizada, contudo, é livre para a comercialização", disse.
De acordo com a Unesco, as 11 áreas já consideradas patrimônio natural e cultural da humanidade são: centro histórico de Olinda (PE); centro histórico de Salvador; cidade histórica de Ouro Preto (MG); Parque Nacional do Iguaçu (Foz do Iguaçu - PR); Parque Nacional da Serra da Capivara (São Raimundo Nonato - PI); centro histórico de São Luiz (MA); ruínas jesuítas Guarani (RS); santuário do Senhor Bom Jesus de Matozinho (Congonhas do Campo -MG); plano piloto de Brasília; costa do Descobrimento (fica entra a Bahia e o Espírito Santo) e floresta nacional do sudeste (entre São Paulo e Paraná).
A Unesco também está avaliando para transformar em patrimônio da humanidade Fernando de Noronha e o Parque Nacional do Jaú (AM).
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sábado, 29 de setembro de 2018
domingo, 16 de setembro de 2018
VIDEIROS SOBRE O PANTANAL NO PAINEL DO PAIM
Clique no seguinte link;
https://www.google.com/search?source=hp&ei=Q9SeW8SvCoGVwATE8InADg&q=videos+sobre+o+pantanal&oq=videos+sobre+o+pantanal&gs_l=psy-ab.3..0l2j0i22i30k1l8.29916.44794.0.45896.25.22.0.1.1.0.290.3364.0j19j3.22.0....0...1c.1.64.psy-ab..2.23.3368.0..35i39k1j0i67k1j0i131k1j0i131i67k1j0i10k1.0.byRBpfjebcg
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quarta-feira, 12 de julho de 2017
O Pantanal é um bioma que abrange quase 2% do território brasileiro, com uma área total de cerca de 250 mil km². É conhecido por ser a maior área inundável do planeta e ocupa parte dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de parte dos territórios da Bolívia e do Paraguai.
Por reunir espécies encontradas em todas as outras regiões e também por apresentar diferentes paisagens que ora se assemelham à Amazônia, ora se assemelham à Caatinga e ora lembram em muito o cerrado, essa região também é conhecida como Complexo do Pantanal.
As águas da planície do Pantanal seguem diretamente para o rio Paraguai, que possui uma bacia hidrográfica com altitudes pouco elevadas, não ultrapassando os 100 metros de altura em nenhum de seus pontos.
Os rios que abastecem o Pantanal, por outro lado, são provenientes de regiões bem altas e, por isso, as águas acumulam-se facilmente, transformando o Pantanal em uma grande planície de inundação, principalmente no período chuvoso.
A sua flora é composta por mais de 1500 tipos de vegetação distintos. Como já dissemos, sua cobertura vegetal apresenta diversos tipos de fisionomias que lembram diversas outras paisagens brasileiras. Existem plantas higrófilas e xerófilas, além de buritis, gramíneas e vários outros tipos de plantas. É muito difícil definir o Pantanal como um todo em uma foto ou imagem em razão de sua pluralidade.
A fauna é bastante rica e diversificada. Na verdade, é considerada a zona com maior concentração de animais por quilômetro quadrado das Américas. No total, existem quase 700 tipos de aves, 280 espécies de peixes, 1300 espécies de borboleta, 80 tipos de mamíferos e 50 tipos de répteis.
O Pantanal é uma das zonas mais ricas biologicamente, além de ser um dos locais mais belos do mundo.
Postado por: Giovana M. de Araújo
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Unesco mantém título de Reserva da Biosfera ao Pantanal
Por Fabio Pellegrini
- segunda-feira, 13 fevereiro 2017 00:08
- Comente
A Serra do Amolar, barreira natural do pulso de inundações da planície pantaneira, é uma das áreas menos antropizadas da Reserva da Biosfera do Pantanal. Foto: Fabio Pellegrini.
Campo Grande (MS) – O Comitê Internacional de Aconselhamento das Reservas da Biosfera (IACBR) da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) anunciou recentemente, em Paris, a manutenção do título de Reserva da Biosfera ao Pantanal, considerado a maior área úmida continental do planeta.
O reconhecimento é um importante instrumento de gestão que abre possibilidades de se promover ações para melhoria de qualidade de vida da população e para sustentabilidade da região. A Reserva da Biosferado Pantanal (RB Pantanal) é a terceira maior do mundo, com área de 264.176 km². Abrange os estados do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul e uma pequena parcela de Goiás, mais precisamente o Parque Nacional das Emas, sendo dividida em três zonas: Núcleo, Amortecimento e Transição.
“Com o selo da Unesco e da Reserva servindo como identificação de origem de produtos e atividades turísticas e culturais, as práticas sustentáveis existentes nesses espaços são incentivadas, de forma a fortalecer a relação do homem com a natureza, a preservar os recursos naturais e a identidade de seus habitantes”, explica Flávia Neri, vice-presidente do Conselho Executivo da RB Pantanal.
“A Unesco indica diretrizes para gestão do território de forma a prover a conservação da biodiversidade, a sustentabilidade das atividades da pecuária que se pratica na região desde o século XVIII, a pesca artesanal, o turismo sustentável e o ecoturismo. São iniciativas econômicas que a RB Pantanal privilegiará como alavancas do desenvolvimento sustentável da região pantaneira”, explica ela.
O Conselho é formado por órgão governamentais, instituições de pesquisa, ONGs, e proprietários de reservas privadas (RPPNs) e foi criado no ano passado após o Ministério do Meio Ambiente (MMA) comunicar aos estados de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso que o comitê da Unesco havia feito sérias recomendações ao governo brasileiro sobre o nível de implementação da RB Pantanal, o que colocava em risco a permanência do título concedido em 2000.
Muitos títulos, pouca ação
Desde então, pouco se fez com o título, afora citações em textos, mapas e discursos, informação atestada no relatório “1ª Revisão Periódica Reserva da Biosfera do Pantanal 2000-2015”. O próprio Ministério do Meio Ambiente reconhece a falta de ações: “Ao longo de 15 anos, a RBP cumpriu de forma insatisfatória seus objetivos de criação e as três funções da RB”, afirma, no relatório.
Após a criação da RB Pantanal, somente em 2008 o Ministério do Meio Ambiente formou um conselho deliberativo que não passou de um ofício de sua criação. Finalmente, em junho de 2016, após avaliação do Comitê da Unesco que serviu como uma reprimenda, algumas instituições do terceiro setor se mobilizaram para não perder o reconhecimento internacional e deram o recado, repassando o “dever de casa” em plena crise institucional do governo federal.
A partir de então, e às pressas, finalmente foi estabelecido um plano de ações de curto, médio e longo prazos que visa pôr em prática os objetivos da chancela: “Na verdade já havia boas práticas de sustentabilidade na região, sejam da iniciativa privada, do setor governamental ou de ONGs, porém sem integração, isoladas, que agora, por meio da criação dos comitês estaduais, serão devidamente agregadas para fortalecer esse importante selo”, sublinha Flávia.
Rol seleto
O Pantanal também possui o título de Sítio do Patrimônio Mundial Natural “Áreas de Conservação do Pantanal”, concedido pela Unesco no ano de 2000, além de três Sítios Ramsars: o Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense, a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Fazenda Rio Negro e a RPPN Sesc Pantanal.
O título de Reserva da Biosfera coloca o Pantanal em um rol de 669 áreas em 120 países que têm por finalidade a Pesquisa Cooperativa, a Conservação do Patrimônio Natural e Cultural e a Promoção do Desenvolvimento Sustentável. No Brasil, são 7 Reservas da Biosfera: Mata Atlântica, Cinturão Verde de São Paulo, Cerrado, Pantanal, Caatinga, Amazônia Central e Serra do Espinhaço.

A Serra do Amolar, barreira natural do pulso de inundações da planície pantaneira, é uma das áreas menos antropizadas da Reserva da Biosfera do Pantanal. Foto: Fabio Pellegrini.
Campo Grande (MS) – O Comitê Internacional de Aconselhamento das Reservas da Biosfera (IACBR) da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) anunciou recentemente, em Paris, a manutenção do título de Reserva da Biosfera ao Pantanal, considerado a maior área úmida continental do planeta.
O reconhecimento é um importante instrumento de gestão que abre possibilidades de se promover ações para melhoria de qualidade de vida da população e para sustentabilidade da região. A Reserva da Biosferado Pantanal (RB Pantanal) é a terceira maior do mundo, com área de 264.176 km². Abrange os estados do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul e uma pequena parcela de Goiás, mais precisamente o Parque Nacional das Emas, sendo dividida em três zonas: Núcleo, Amortecimento e Transição.
“Com o selo da Unesco e da Reserva servindo como identificação de origem de produtos e atividades turísticas e culturais, as práticas sustentáveis existentes nesses espaços são incentivadas, de forma a fortalecer a relação do homem com a natureza, a preservar os recursos naturais e a identidade de seus habitantes”, explica Flávia Neri, vice-presidente do Conselho Executivo da RB Pantanal.
“A Unesco indica diretrizes para gestão do território de forma a prover a conservação da biodiversidade, a sustentabilidade das atividades da pecuária que se pratica na região desde o século XVIII, a pesca artesanal, o turismo sustentável e o ecoturismo. São iniciativas econômicas que a RB Pantanal privilegiará como alavancas do desenvolvimento sustentável da região pantaneira”, explica ela.
O Conselho é formado por órgão governamentais, instituições de pesquisa, ONGs, e proprietários de reservas privadas (RPPNs) e foi criado no ano passado após o Ministério do Meio Ambiente (MMA) comunicar aos estados de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso que o comitê da Unesco havia feito sérias recomendações ao governo brasileiro sobre o nível de implementação da RB Pantanal, o que colocava em risco a permanência do título concedido em 2000.
Muitos títulos, pouca ação
Desde então, pouco se fez com o título, afora citações em textos, mapas e discursos, informação atestada no relatório “1ª Revisão Periódica Reserva da Biosfera do Pantanal 2000-2015”. O próprio Ministério do Meio Ambiente reconhece a falta de ações: “Ao longo de 15 anos, a RBP cumpriu de forma insatisfatória seus objetivos de criação e as três funções da RB”, afirma, no relatório.
Após a criação da RB Pantanal, somente em 2008 o Ministério do Meio Ambiente formou um conselho deliberativo que não passou de um ofício de sua criação. Finalmente, em junho de 2016, após avaliação do Comitê da Unesco que serviu como uma reprimenda, algumas instituições do terceiro setor se mobilizaram para não perder o reconhecimento internacional e deram o recado, repassando o “dever de casa” em plena crise institucional do governo federal.
A partir de então, e às pressas, finalmente foi estabelecido um plano de ações de curto, médio e longo prazos que visa pôr em prática os objetivos da chancela: “Na verdade já havia boas práticas de sustentabilidade na região, sejam da iniciativa privada, do setor governamental ou de ONGs, porém sem integração, isoladas, que agora, por meio da criação dos comitês estaduais, serão devidamente agregadas para fortalecer esse importante selo”, sublinha Flávia.

Rol seleto
O Pantanal também possui o título de Sítio do Patrimônio Mundial Natural “Áreas de Conservação do Pantanal”, concedido pela Unesco no ano de 2000, além de três Sítios Ramsars: o Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense, a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Fazenda Rio Negro e a RPPN Sesc Pantanal.
O título de Reserva da Biosfera coloca o Pantanal em um rol de 669 áreas em 120 países que têm por finalidade a Pesquisa Cooperativa, a Conservação do Patrimônio Natural e Cultural e a Promoção do Desenvolvimento Sustentável. No Brasil, são 7 Reservas da Biosfera: Mata Atlântica, Cinturão Verde de São Paulo, Cerrado, Pantanal, Caatinga, Amazônia Central e Serra do Espinhaço.
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