sábado, 1 de outubro de 2016

Projeto Biomas apresenta modelos de regeneração florestal a sindicato rural


Cerrado, Pantanal, Meio Ambiente, regeneração florestal
Aquidauana / Mato Grosso do Sul (26/09/2016) - Os pesquisadores Catia Urbanetz, da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), e José Felipe Ribeiro, da Embrapa Cerrados (Planaltina-DF), estiveram reunidos, na última semana, com o presidente do Sindicato Rural de Aquidauana, Frederico Borges Stella, para apresentar alguns modelos de regeneração florestal previstos no Projeto Biomas, uma parceria entre a Embrapa e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA, que terá uma área experimental implantada no município.
"Apresentamos a ele o projeto e discutimos as ações que estão sendo feitas no Pantanal da Nhecolândia e o que pretendemos realizar em Aquidauana", comentou Catia. A UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) cedeu uma área de 20 ha para o teste de alguns modelos economicamente viáveis.
Na Nhecolândia, de acordo com os pesquisadores, estão sendo testados modelos que preveem o uso da madeira na propriedade rural. Em Aquidauana a ideia é experimentar modelos de técnicas de recuperação ambiental em áreas com passivos ambientais. A iniciativa vai contemplar produtores que precisem regenerar áreas, atendendo às exigências do Código Florestal. "Estamos nos adiantando para testar e selecionar as melhores técnicas que serão indicadas aos produtores, já que no final de 2017 vence o prazo para eles se inscreverem no CAR (Cadastro Ambiental Rural)", diz Catia.
De acordo com a pesquisadora, apenas ao final desse prazo do cadastramento será possível conhecer a área exata com passivos ambientais no Mato Grosso do Sul. Catia afirma que a iniciativa do Biomas procura aproximar o projeto das demandas dos produtores. O contato com o sindicato rural é importante para criar esse canal de comunicação.
A ideia é experimentar técnicas mais baratas e, nem por isso, menos eficientes do ponto de vista da recuperação ambiental. Entre as técnicas de baixo custo que serão testadas em Aquidauana estão a nucleação, os poleiros artificiais, o enriquecimento e o adensamento. Todas são do tipo indutoras de regeneração natural com manejo.
O enriquecimento consiste no aumento do número de espécies que serão utilizadas, ampliando a riqueza da área trabalhada. A nucleação é uma alternativa que exige espécies pioneiras de crescimento rápido e resistentes ao sol, cujas sementes atraiam aves ou pequenos mamíferos. O plantio é feito em núcleos que, com o tempo, se expandem pela área a ser recuperada. O adensamento consiste em ampliar a densidade de plantas em uma determinada área, acelerando o sombreamento. Os poleiros artificiais são uma estrutura feita com bambu e que possui um alimentador para aves. Atraídas, elas utilizam o poleiro e deixam cair as sementes em uma rede pendurada nessa estrutura. Depois de analisadas as espécies, essas sementes são liberadas, caem no solo e vão regenerando aquele espaço.
Além da reunião com Frederico Stella, os pesquisadores estiveram com o professor da UEMS Norton Hayd Rego e sua equipe para discutir os futuros desdobramentos do componente Pantanal na região. "Estamos muito empolgados com esta perspectiva de expansão dos experimentos do Componente Pantanal do projeto Biomas para Aquidauana, onde inclusive foi definida a nova área de plantio. Já estamos selecionando os novos estagiários da parceria Embrapa com o MMA (Ministério do Meio Ambiente)/Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável", afirmou o professor Norton.
Projeto Biomas
O Projeto Biomas, iniciado em 2010, é fruto de uma parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com a participação de mais de quatrocentos pesquisadores e professores de diferentes instituições, em um prazo de nove anos.
Os estudos estão sendo desenvolvidos nos 6 biomas brasileiros para viabilizar soluções com árvores para a proteção, recuperação e o uso sustentável de propriedades rurais nos diferentes biomas.
O Projeto Biomas tem o apoio do SENAR, SEBRAE, Monsanto, John Deere e BNDES

sábado, 14 de maio de 2016

Portaria cria comitê para monitorar biomas

Iniciativa define estrutura para atuar junto ao programa nacional que avaliará cobertura vegetal e desmatamento no país.

Está em vigor a Portaria nº 151/2016, que institui o Conselho Consultivo do Programa Nacional de Monitoramento da Cobertura e Uso das Terras dos Biomas Brasileiros e, ainda, nomeia os membros para compor a Coordenação Geral, o Comitê de Coordenação Técnica e o Conselho Consultivo desse programa destinado a monitorar os biomas brasileiros. O Programa tem por objetivo mapear e monitorar o desmatamento, avaliar a cobertura vegetal e o uso e cobertura da terra e sua dinâmica, as queimadas, a extração seletiva de madeira e a recuperação da vegetação.

Em uma esfera mais ampla, essas informações servirão para subsidiar as tomadas de decisão em ações voltadas à promoção da conservação da biodiversidade brasileira. Também para propiciar uma visão estratégica da gestão territorial que conjugue os diversos interesses sobre o uso da terra e ainda permita o desenvolvimento do país em bases sustentáveis.

OBJETIVOS

Para o diretor do Departamento de Ecossistemas do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Alberto Scaramuzza, "a formalização do Comitê de Coordenação Técnica e do Conselho Consultivo é um passo importante para materializar os ambiciosos objetivos do Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros, lançada em 5 de maio”.

As instâncias de Coordenação do Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros foram criadas pela Portaria MMA nº 365/2015, a ser exercida pela Secretaria-Executiva do MMA. Essa mesma portaria criou, também, a instância de coordenação técnica e científica do Programa, denominada Comitê de Coordenação Técnica, a ser exercida pela Secretaria de Biodiversidade e Florestas e pela Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA.

MMA

Postado por: Ygor I. Mendes

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Projeto Biomas finaliza os plantios de 2016 no Pantanal

Corumbá / Mato Grosso do Sul (31/03/2016) - Árvores como o jatobá, cumbaru, manduvi e jenipapo foram algumas das escolhidas para fazer parte das 2,5 mil mudas plantadas pelo Projeto Biomas no Pantanal em 2016. Com o replantio de 8 espécies nativas em quatro experimentos (iniciado na última semana de janeiro e finalizado na penúltima semana de março), as equipes do Projeto dão continuidade às atividades que obtêm dados para a pesquisa. "O trabalho, agora, vai acompanhar os experimentos, as atividades de adubação, o crescimento e a sobrevivência dessas mudas. Os plantios previstos no Pantanal estão praticamente finalizados", afirma a coordenadora regional Catia Urbanetz, pesquisadora da Embrapa Pantanal.
Por meio dos sete experimentos implantados pelo Projeto, vários fatores são investigados: taxas de crescimento e sobrevivência das plantas, condições de adubação, podas de condução ideais das mudas, plantio de mudas versus plantio de sementes, recomendação de espécies adequadas para o plantio, além dos índices econômicos para avaliar a viabilidade econômica de cada modelo proposto. De acordo com Catia, o replantio é feito para substituir mudas que morreram ou que não se adaptaram às condições locais.
Confira mais informações sobre os experimentos que passaram pelo replantio: 

• Escape da herbivoria bovina: mudas de manduvi, cumbaru, jatobá e piúva serão plantadas por três anos, até 2017. Ao final do quarto ano, a área do plantio irá receber rebanhos bovinos. Os pesquisadores vão investigar o período de tempo pelo qual as plantas precisam ser isoladas do gado para que este não se alimente delas.
• Espécies nativas associadas: 16 espécies foram plantadas juntas para atender a diferentes demandas das propriedades pantaneiras. O experimento possui árvores frutíferas, madeireiras, produtoras de lenha e espécies que deverão auxiliar na recuperação do ambiente. O desenvolvimento das plantas será monitorado para gerar recomendações de plantio.
• Bactérias promotoras de crescimento: mudas de cumbaru foram substituídas pelas de louro preto no experimento que investiga a ação de bactérias que promovem o crescimento. Estudando mudas inoculadas e não inoculadas, os pesquisadores irão avaliar a interferência das bactérias na mortalidade e desenvolvimento das plantas.
• Desenvolvimento da piúva e do angico: o experimento avalia as condições favoráveis ao desenvolvimento das espécies. As mudas foram plantadas em diferentes condições de adubação, assim como graus de umidade variados. A equipe também analisa o potencial ambiental e silvicultural dessas espécies em solos como os do Pantanal – que, em geral, são arenosos, com baixa fertilidade.
Segundo Catia, o Projeto Biomas no Pantanal será executado até 2019. Os próximos plantios serão realizados assim que começarem as chuvas, o que deve acontecer a partir de novembro de 2016. "Ainda temos muitos dados para coletar, analisar e transformar em informação", afirma. "Como plantios como esses nunca haviam sido feitos aqui, vamos continuar aprendendo".
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Jornalista - MTb 3252/SC
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A pesquisadora da Embrapa Pantanal afirma que os replantios são uma parte natural dos estudos realizados pelo Projeto, que avaliam plantios inéditos na região. "Medindo a sobrevivência das espécies, a gente pode recomendar com mais segurança aquelas que realmente podem ser plantadas dependendo das condições do local", diz. "A gente atingiu cerca de 85% das ações de plantio previstas pelos projetos atualmente financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Três deles já estão com os plantios 100% finalizados. Agora é preciso concluir as etapas previstas de acompanhamento dos experimentos". 
O PROJETO BIOMAS
O Projeto Biomas, iniciado em 2010, é fruto de uma parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com a participação de mais de quatrocentos pesquisadores e professores de diferentes instituições, em um prazo de nove anos. Os estudos estão sendo desenvolvidos nos seis biomas brasileiros para viabilizar soluções com árvores para a proteção, recuperação e o uso sustentável de propriedades rurais nos diferentes biomas.
O Projeto Biomas tem o apoio do SENAR, SEBRAE, Monsanto e John Deere. No Pantanal, o Projeto Biomas é coordenado pela Embrapa Pantanal, com o apoio da Embrapa Florestas, e conta com a colaboração das Universidades Federais do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e da Grande Dourados (UFMT, UFMS e UFGD), Universidades Estaduais do MS e MT (UEMS e UNEMAT) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO).
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ProjetoBioma
Postado por: Ygor I. Mendes